Linha de crédito está disponível aos balcões dos bancos a partir de
16 de Janeiro.
As alterações em termos de funcionamento face à anterior linha de crédito PME
Investe VI Aditamento não são muito significativas. As PME voltam a ter à sua
disposição 1,5 mil milhões de euros para financiamento, não exclusivamente para
operações de exportação, mas agora com ‘spreads' mais elevados - um agravamento
de cerca de um ponto percentual face à linha anterior - e com bonificação da
garantia mútua, que pode ir até 75% no caso das micro-empresas. Saiba quais as
regras da nova linha de crédito que estará disponível aos balcões das
instituições financeiras a partir de 16 de Janeiro.
1 - Quais as condições da nova linha de crédito?
O valor máximo de financiamento para as empresas PME Líder é de 1,5 milhões
de euros. Mas para as micro-empresas o montante máximo por operação é de 25 mil
euros, para as pequenas empresas é de 50 mil euros, para as restantes PME é de
um milhão de euros.
2 - Só as empresas exportadoras podem aceder à nova
linha?
Não. Existe uma dotação específica de 500 milhões de euros para empresas
exportadoras. Existe ainda um montante de 250 milhões consignados a micro e
pequenas empresas. O resto da linha pode ser usado por qualquer PME.
3 - O Apoio é automático?
Não. As empresas têm de se dirigir a um balcão de qualquer um dos bancos
protocolados para apresentar a sua candidatura à linha de crédito. Caberá ao
banco avaliar o risco da operação e decidir se empresta ou não o montante
pedido. Como explica o Ministério da Economia, "o acesso à linha assenta no
princípio do rigor e da racionalidade económica" e "depende da avaliação de
risco e da viabilidade económica das empresas".
4 - Quais os ‘spreads' cobrados?
O ‘spread' cobrado a cada empresa vai depender da sua dimensão, mas também do
seu grau de risco. Assim, sobre a taxa Euribor a três meses é cobrado um
‘spread' adicional de 4,813% para as PME Líder. Já para as micro e pequenas
empresas é aplicado um ‘spread' de 5%. Existem depois três escalões de risco (A,
B e C) aos quais são aplicados ‘spreads' diferentes entre os 5% e os 5,375%.
5 - Há bonificação em termos de garantia mútua?
Sim. As micro e pequenas empresas têm a garantia mútua assegurada a 75% e as
restantes empresas a 50%. Esta foi a forma encontrada pelo Executivo para
"conseguir ‘spreads' apelativos para as empresas", explicou ao Diário Económico,
o secretário de Estado da Inovação, Carlos Oliveira.
6 - Há critérios que excluem as empresas?
Sim. À semelhança das linhas anteriores é necessário uma ausência de
incidentes não justificados ou de incumprimentos junto da banca. No que diz
respeito ao Fisco e à Segurança Social, tal como na linha PME Investe VI
Aditamento, as empresas poderão contratar, junto do banco proponente da
operação, financiamentos intercalares, destinados única e exclusivamente à
regularização destas dívidas, admitindo-se que, até 30% do crédito a conceder no
âmbito da presente Linha, seja utilizado para amortização integral desses
financiamentos intercalares.
7 - Quais são os prazos de carência e de amortização?
São idênticos aos praticados na linha anterior, ou seja, um prazo de
amortização até quatro anos, com um período de carência até seis meses para as
micro e pequenas empresas e até seis anos, com um período de carência até 12
meses para as restantes empresas.
8 - Quais as regras em termos de cumulatividade das
linhas?
As micro-empresas só podem concorrer a um total de 125 mil euros no conjunto
de todas as linhas PME Investe. Para as restantes PME os apoios são concedidos
ao abrigo do regime comunitário de auxílios de ‘minimis'.
9 - Quanto tempo demora a receber o dinheiro?
Caso não haja complicações, o processo pode levar entre três e seis
semanas.
Fonte: Diário Económico

